O Poder de Uma Palavra Não Deve Ser Subestimado

Por Richard Branson [Fundador do Virgin Group]

Ler uma frase tão bem construída num livro, na letra de uma canção, ou mesmo numa palestra motivacional é, muitas vezes, tudo o que é necessário para encontrar aquela centelha criativa.

Quando Mary Lou Goehrung me perguntou que palavras me mantêm focado e motivado logo de manhã, quando acordo, comecei a escrever a minha lista. Espero que encontre alguma inspiração ou utilidade em alguma destas frases.

Dane-se, vamos fazer isso

Eu disse estas palavras, “Dane-se, vamos fazer isso!”, inúmeras vezes durante a minha vida. Eu adoro assumir riscos, e penso, de facto, que é a melhor forma de crescer, como pessoa e como empresário. Nunca teríamos lançado a Virgin Records ou a Virgin Galactic se não levantássemos as mãos e repetíssemos essas palavras em muitas ocasiões. Quando alguém lhe oferece uma oportunidade fantástica, mas não sabe se está à altura do desafio, diga SIM e descubra como fazê-lo mais tarde. A vida é muito mais divertida desta forma. Lei o nosso artigo que o ajuda a vencer o medo do sucesso.

Só um louco nunca muda de ideias

Desdmond Ford disse: “Mudar de ideias significa que tens um cérebro”. Tento dizer isto para mim mesmo todos os dias. Assim, sinto a minha mente liberta para poder aprender coisas novas. Em todas as conversas que tenho, vem-me ao pensamento esta frase e percebo o quanto ainda tenho que aprender. Para mim isto é realmente excitante, e é algo que me faz levantar da cama de manhã.

A Vida é Maravilhosa

O meu pai dizia isso todos os dias. “A vida é maravilhosa!” E vivia de acordo com isso. O meu pai encontrava virtude em tudo o que fazia, e ensinou-me a encontrar o positivo em qualquer situação. É uma forma deliciosa de encarar a vida e ajudou-me a olhar os desafios como oportunidades.

Não aprendes a andar seguido as regras. Aprendes fazendo-o e caindo vezes sem conta.

Não me recordo quando foi a primeira vez que disse isto, mas foi algo que aprendi quando desisti da escola aos 16 anos. Eu era disléxico, e como tal, nunca fui muito bom a seguir regras, mas aprendi imenso experimentando coisas na vida. Tal como o nome “Virgin” implica, eramos completamente inexperientes quando começamos o nosso negócio – um grupo de miúdos aprendendo à medida que íamos fazendo. Não seguíamos o trilho marcado; simplesmente ignoramos o mapa e traçamos o nosso próprio caminho.

Esta estratégia funcionou bem para nós, pois logo percebemos que não aprenderíamos a caminhar seguindo as regras. Tal como uma criança que aprende a caminhar tentando,  caindo, e tentando de novo, e de novo.

Já não sou aquele adolescente rebelde, mas ainda ignoro, muitas vezes, os livros das regras.

Traduzido por Miguel Pinto. Ver artigo original em Inglês.